Para fazer jus à aposentadoria por tempo de contribuição integral, o segurado deve contar com 35 anos de tempo de contribuição e a segurada 30 anos.

Não é necessária idade mínima e nem pedágio para a esta modalidade de aposentadoria. É imprescindível que o segurado tenha, no mínimo, 180 meses de contribuição (carência). Aos inscritos na Previdência Social antes de 24 de julho de 1991, é possível a utilização da tabela de transição constante no artigo 142 da Lei 8.213/91 para cômputo da carência mínima para o benefício:

Ano da entrada do requerimentoMeses de Contribuição exigidos
199160 meses
199260 meses
199366 meses
199472 meses
199578 meses
199684 meses
199790 meses
199896 meses
1999102 meses
2000108 meses
2001114 meses
2002120 meses
2003126 meses
204132 meses
2005138 meses
2006144 meses
2007150 meses
2008156 meses
2009162 meses
2010168 meses
2011174 meses
2012180 meses

No cálculo da aposentadoria por tempo de contribuição integral serão utilizados 80% dos maiores salários de contribuição desde a competência 07/1994, ou seja, dentro do período básico de cálculo (de 07/94 até hoje), 20% das menores contribuições serão descartadas.

Sobre a média encontrada neste cálculo, será aplicado obrigatoriamente o fator previdenciário, que leva em consideração: idade, tempo de contribuição e expectativa de sobrevida.

Quanto maior a idade e quanto maior for o tempo de contribuição, no momento de se requerer a aposentadoria, menor será a redução do fator previdenciário. Segurados que optam por se aposentar aos 47 ou 48 anos de idade, por exemplo, contando com 35 anos de tempo de contribuição e tendo contribuído sempre sobre o valor máximo, terão a aposentadoria calculada em aproximadamente R$ 1600,00.

O salário-de-benefício será de 100% sobre a média destes salários-de-contribuição utilizados no cálculo.